Dona Arlette e sua coleção de medalha
Foto: Arquivo pessoal
Denise durante a Meia Maratona do Rio 2005
Foto: Renato Cukier/ www.webrun.com.br
Para comemorar o dia das mães no próximo domingo, o Webrun conversou com duas mulheres que já correram 100 maratonas, na soma das provas que já participaram. O mais curioso é que elas são mãe e filha. Arlette e Denise Amaral mostram que dá para encarar essa relação de forma descontraida. Confira.
São Paulo - Hoje em dia já não é mais estranho encontrar mães e filhas em aventuras diferentes de um simples passeio no shopping. Mas nem sempre foi assim. Na década de 80 a família Amaral já inovava. Arlette e Denise, resepctivamente mãe e filha, se toranaram peças chaves das corridas cariocas, numa época em que o pedestrianimso ainda não era difundido.
Elas começaram a praticar o esporte em 1982 e de lá para cá não pararam mais. “Começamos a correr juntas exatamente naquela época em que a filha adolescente não quer mais sair com a mãe, o que nos uniu ainda mais, pois íamos treinar e às competições juntas. E, ainda, os nossos amigos passaram a ser os mesmos”, conta Denise.
Dona Arlette, hoje com quase 70 anos, lembra que sua primeira corrida foi por acaso. “A faculdade da Denise organizou uma prova. E ela me incentivou a participar. Corri de uma esquina a outra com calça cumprida e sandália Melissa. Depois disso comecei a andar e em menos de três meses, já fazia quatro quilômetros”, revela a mãe. Nessa época Dona Arlette tinha 47 anos.
Depois que a carioca fez uma corrida de oito quilômetros, ela encarou uma maratona e chegou uma hora antes da sua filha Denise. “O pessoal encarnava muito. Falavam para a Denise: ih sua mãe já chegou. E eu ficava esperando ela no final”, conta.
Dona Arlette já participou de 38 maratonas, quase todas juntas com sua filha. Umas das provas mais marcantes para as duas foram as Maratonas de Nova York em 1987, 1988 e 1989. “A Maratona de Nova York não tem comparação. Depois de correr o dia inteiro ainda tem gente te esperando na chegada. Todas as três eu cheguei na frente dela. Há uns oito anos atrás eu sempre chegava na frente dela. Mas agora ela tá afiadinha”, orgulha-se a mãe Arlette.
“Por muitos anos minha mãe chegava na minha frente em todas as corridas de rua, pelo simples fato dela treinar muito mais que eu naquela época, confirmando que para melhorar, basta treinar. Por isso "perdi" para ela na maratona de Nova York. Mas, como corremos desde 1982, ou seja, há exatos 25 anos, é claro que minha mãe ficou mais velha e, agora, ela segue correndo bem devagar”, diz a filha que já passou a marca de maratonas de sua mãe. Denise irá esse ano para sua 62ª maratona.