Uma roupa adequada deixa a corrida mais agradável
Foto: André Chaco/ Webrun
Todo corredor já ouviu falar sobre os tecidos tecnológicos. Mas poucos sabem o que realmente está envolvido no processo de criação dessas roupas. Por isso o Webrun visitou a tecelagem Santaconstancia, que atualmente trabalha com 14 tipos de tecidos esportivos. Lá o consultor têxtil da marca, José Favilla, nos explicou tudo sobre os tecidos chamados tecnológicos. Confira!
São Paulo - Para obter uma boa performance o atleta precisa treinar, ter uma alimentação balanceada, fazer exercícios complementares, entre outros. Pelo menos é isso que todos os treinadores pregam. Afinal, o esporte é composto por diversos fatores, que se utilizados da maneira correta resultam em ótimas provas e treinos. Mas você já parou para pensar que a roupa pode ser um desses fatores importantes?
A roupa de treino usada no nordeste no mês de julho, por exemplo, não é a melhor roupa para a pessoa que treina na mesma época do ano no sul do Brasil. Por isso, os atletas mais antenados devem dar uma atenção especial no vestuário da corrida.
A pele é o maior órgão do corpo humano, responsável por 90% da troca térmica do homem e por 85% da evaporação do suor. Na corrida precisamos muito da nossa pele, porque eliminamos o suor e regulamos a temperatura do nosso corpo.
Por isso não adianta treinar de baixo de sol com uma camiseta de algodão. O corpo irá eliminar o suor e o algodão irá segura-lo. Apesar de ser uma fibra natural, o algodão retém 8% do suor, o que causa aquela sensação de desconforto, além de deixar a camiseta úmida.
Para amenizar esse tipo de problema, que pode parecer pouco, mas numa prova de longa distância atrapalha, a indústria têxtil desenvolve a cada dia os famosos tecidos ditos tecnológicos. Na verdade não há nenhuma fórmula secreta e especial nas camisetas que usam esse tipo de tecido. A tecnologia está na maneira como esse produto é construído, ou melhor, no fio usado e na forma como é tramado.
A primeira vista pode parecer algo complicado, mas não é. Segundo o consultor da tecelagem Santaconstancia, José Favilla, a roupa pode e deve ser feita para ajudar o atleta. “Hoje em dia o que é importante é o corpo humano e não a tecnologia. Através dos relatos dos esportistas construímos um tecido que pode ajudá-lo. Antigamente era ao contrário, criavam a tecnologia e depois buscavam um corpo”, conta. “Por isso muitas vezes não dava certo”, acrescenta.
Para ele existem três fatores básicos que são levados em conta na hora da elaboração de um tecido: isolamento térmico e troca de ar, absorção e transporte de umidade e sensação de conforto na pele.