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Mulheres

Dia das mães: filhas e mães unidas na corrida


12/05/2006 - Atualizada às 13:18

Walkiria Avila corre desde 1986
Walkiria Avila corre desde 1986
Foto: Arquivo pessoal
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No próximo domingo, 14 de maio, será comemorado o dia das mães. Por isso o Webrun entrevistou uma mãe e uma filha que correm juntas. Mulheres que correm por prazer, para manter a forma e para ficarem mais unidas.

“Quando corro com ela sinto que é uma terapia entre mãe e filha. A diferença é que não tem um terceiro para interferir”, conta a cardiologista Walkiria Avila, mãe da Mônica. Confira!


São Paulo - A cardiologista Walkiria Avila é fã de carteirinha das atividades físicas. Aos 55 anos, ela corre cinco vezes por semana e sempre fica no pódio da sua categoria de idade. Mesmo com a rotina de um médico, ela nunca abandonou o esporte e serviu de incentivo para a sua filha Mônica, que tem 24 anos.

“É muito difícil conciliar a rotina de médico com o esporte. Precisa gostar”, conta Walkiria. E o gosto pelo esporte, ela tem de sobra. Em 2000, a cardiologista começou a levar a corrida mais a sério e se inscreveu numa assessoria esportiva. Depois de um treino com planilha individualizada, Walkiria participou de uma prova e ficou em quinto lugar na sua faixa etária. Segundo ela, o resultado foi motivo de ânimo.

No ano passado Walkiria competiu o Circuito Corpore em São Paulo e novamente conquistou o pódio. Hoje a cardiologista quer correr até quando não puder mais. “Quero morrer correndo. Vou correr até onde conseguir”, brinca.

O curioso é que Walkiria corre junto com a sua filha Mônica. Apesar da diferença de idade, ela consegue acompanhar o ritmo da filha. “Nas competições o tempo dela sempre é dois minutos a menos que o meu. Mas eu não me incomodo. Tem que ser assim. Ela tem trinta anos a menos que eu, ela tem que ser melhor”, conta.

Indagada se nunca houve uma competição saudável entre as duas, Walkiria se recordou da Corrida dos Médicos, em São Paulo. “Quando participei dessa corrida falei para a Mônica (na época estudante de medicina): esse ano eu tenho que subir no pódio, porque quando você se formar, você vai ficar no primeiro lugar, aí não vou ter chances”, lembra. “Ela me incentivou e eu peguei o pódio. Mas daqui para frente é a vez dela”, acrescenta.

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