Saiu na revista Veja de no 1893 “os maiores fabricantes de margarinas finalmente vão ficar livres da gordura trans” que a Medicina moderna concluiu ser altamente danosa para a saúde, porque aumenta o colesterol do sangue. O que ocorre é que essa gordura é largamente utilizada na indústria alimentícia para a fabricação de produtos como margarinas mais duras, certas gorduras usadas na preparação de sorvetes, chocolates, cremes, molhos prontos, bolachas recheadas, maionese, algumas sobremesas cremosas, salgadinho de pacote, pipoca de micro-ondas etc. Esse tipo de gordura encontra-se também como gordura hidrogenada que é uma versão da trans, utilizada para frituras nas redes de lanchonetes e restaurante.
Quando foi descoberta essa gordura trans, não se sabia dos seus reais perigos para a saúde, fato esse desvendado há poucos anos, mas só agora finalmente, podendo ser combatido com a sua substituição por preparados saudáveis que mantém o mesmo sabor conhecido.
Vários fatores de risco para o coração já são conhecidos: colesterol e triglicérides elevados, hipertensão arterial, tabagismo, vida sedentária, diabete, estresse e outros menos votados. Com o uso das gorduras trans, nos últimos anos, ocorreu uma enorme melhoria do sabor dos alimentos industrializados e das lanchonetes, com seus hambúrgueres + fritas deliciosos, mas é aí que mora o perigo, pois ao facilitar a reutilização dos óleos, sem alterar o sabor delicioso dos alimentos, no organismo ocorrerá a elevação do colesterol ruim (LDL). Enfim essa história explica a luta dos médicos contra o consumo freqüente de lanches gordurosos em geral.
Hoje em dia a busca de alimentação saudável para muitas pessoas é uma verdadeira obsessão, que sem os exageros aterrorizantes, deve ser o cuidado de todos nós. Evidente que, uma vez ou outra não causaremos riscos maiores para as pessoas, o problema é liberar para consumo freqüente dos filhos, os famosos biscoitos recheados, doces e lanches das cantinas ou lanchonetes escolares. Cuidando para que diminuam os exageros, teremos menos obesos, os futuros cardiopatas.
PS. - informações fornecidas pela nutricionista clínica Miriam Topein Ghorayeb (2737311)