2004 é ano olímpico para Márcia Narloch
Foto: Donata Lustosa/ WebRun
Confira a entrevista especial que o WebRun fez com a atleta Márcia Narloch. Indagada sobre a mulher no esporte, Márcia acha que elas ainda têm preconceito em correr.
EXCLUSIVO, de São Paulo - Com pouca estatura, 1,53m de altura, Márcia Narloch mostra que tem pernas para correr. Natural de Joinville, Santa Catarina, a “baixinha” tem um currículo de invejar. Bicampeã da
Maratona Internacional de São Paulo e 6º lugar nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg nos 10 mil metros, Márcia revela que achou na corrida uma forma de realizar todos os sonhos pessoais.
“A corrida seria o melhor caminho para o meu futuro. Eu consegui ser uma grande atleta e eu não iria conseguir isso, se eu fosse trabalhar em outro ramo”, revela Márcia. Mas antes de encarar esse desejo a atleta tinha uma rotina bem diferente da que ela tem hoje.
Márcia ajudava a tia dela nas tarefas domésticas, além de ser assistente de uma professora de natação para crianças. E no esporte ela encontrou um novo rumo.
Hoje 80% do tempo da atleta é dedicado ao treino. “Eu me dedico mais a minha carreira porque sempre quero conquistar os melhores resultados”, conta. E este ano Márcia terá o esforço redobrado. Isto porque 2004 é ano de Olimpíada e ela já tem índice para disputar a Maratona Olímpica.
Mas para ela ainda não é hora de pensar nos Jogos Olímpicos de Atenas. “ O meu objetivo por enquanto é marcar um novo recorde sul-americano na Maratona de Hamburgo, na Alemanha, só depois vou pensar em olimpíada”, conta.
Mulher na Corrida - Segundo Márcia não existe diferença dos homens para as mulheres que correm. E por incrível que pareça o preconceito na corrida está nas próprias mulheres.
“A mulher ainda não está adaptada ao esporte, principalmente ao atletismo. Elas pensam que tem um desgaste, que envelhece a pele. A gente não está acostumada a ver as mulheres voltadas para o esporte. Elas são mais femininas e não querem ser desgastar”, revela Márcia.
E mesmo assim na corrida a mulher consegue ser mais persistente do que o homem. “A gente é mais guerreira traça os objetivos e quer vencer”, conta Márcia fazendo uma comparação aos homens.
Benefício - Um dos principais benefícios do esporte para a mulher é na saúde. “A corrida é uma prevenção para o futuro da saúde da mulher. Aquelas que fazem algum tipo de esporte se sentem melhor”, revela.
Além disso, na corrida não existe idade para começar. “O início tem que ser devagar para não causar lesão. Ela vai se sentir outra mulher e também vai melhorar o corpinho, o que é muito bom”, finaliza Márcia Narloch com uma dica para aquelas mulheres que pretendem começar a correr.