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Mulheres

Invasão Cor de Rosa


Por Helleni Felippe - Revista Super Ação | 08/03/2004 - Atualizada às 09:00

Edanalva foi campeã este ano do Troféu São Paulo
Edanalva foi campeã este ano do Troféu São Paulo
Foto: Donata Lustosa/ WebRun
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Participação feminina em corridas de rua cresce a cada ano, mas ainda faltam resultados expressivos.

EXCLUSIVO, Pretinha da Paraíba, como gosta de ser chamada Ednalva Laureano da Silva, de 26 anos, é o melhor exemplo do crescimento da participação feminina que o Brasil vem assistindo no atletismo e nas corridas de rua. Não faz tanto tempo assim que essa pequena paraibana de Campina Grande, de 1,51m e 45 quilos, que ocupa lugar no pódio de várias competições nacionais, começou a correr. Isso ocorreu há apenas cinco anos.

O estímulo veio da premiação em dinheiro oferecida pelas provas de rua, após uma vitória na gincana da escola – “eu nem estudava lá, mas corri como representante e ganhei os dois quilômetros”, comenta. O sucesso nas corridas fez Ednalva largar a atividade agrícola que exercia no sítio Geraldo, de Lagoa Nova, onde plantava batata e outros legumes.

A ‘veterana’ Márcia Narloch, uma das mais experientes corredoras de rua do Brasil, não tem dúvida que a participação feminina nessas provas cresceu, embora isso não signifique melhoria de resultados. Aos 32 anos, a atleta da Mizuno, de 1,53m e 42 quilos, tem Ednalva e outras corredoras do mesmo nível capazes de brigar por um lugar no pódio. Hoje são verdadeiras ameaças nas provas de rua. “De uns cinco anos para cá o nível do atletismo brasileiro nas provas de rua cresceu. Os prêmios para as mulheres ficaram mais próximos dos oferecidos nas competições masculinas e isso ajudou. As mulheres passaram a enxergar no atletismo uma possibilidade de profissionalização”, avalia Márcia.

A atleta observa que há pouco menos de uma década eram apenas três ou quatro as garotas que largavam como favoritas. “Hoje, temos dez ou mais meninas que podem brigar. Eu sei que posso ser a primeira ou a oitava.”

Ednalva venceu, no fim de março, a 10ª edição da Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama, em São Paulo, com largada e chegada no Parque do Ibirapuera. Correu os 10 quilômetros em 34min42, seguida por Márcia Narloch (35min05) e Adriana de Souza (35min47). Pela conquista, a atleta da Mizuno/São Paulo (que também correu com o apoio da Belgo) recebeu o prêmio de R$ 10 mil. A paraibana dedicou o título à mãe, Maria do Carmo, dizendo que era uma honra correr em defesa de uma causa feminina, a prevenção contra o câncer de mama.

O evento, organizado pela Yescom, marcou a abertura da série de provas da temporada, do ano passado, que terão o mesmo objetivo de divulgar a prevenção ao câncer de mama. O Câncer de Mama no Alvo da Moda (que tem como desenho o alvo azul) é o slogan do circuito. O montante arrecadado com inscrições, de R$ 110 mil em São Paulo, foi destinado ao IBCC, Instituto Brasileiro de Controle de Câncer. Continua

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