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Diabetes, atividade física e suplementação


Por Bruna Iasi | 10/03/2009 - Atualizada às 09:29

A Diabetes Mellitus (DM) é um distúrbio metabólico crônico, caracterizado por níveis elevados de glicemia (o açúcar do sangue), devido à deficiência e/ou resistência à insulina. Alguns dos principais sintomas da DM são: micção freqüente, sede exagerada, fome exagerada, perda rápida de peso sem motivo aparente, fraqueza, fadiga, irritabilidade, náuseas e vômitos.

Existem dois tipos de DM: tipo 1 e tipo 2. A Diabetes Tipo 1 (DM 1 ou conhecida também como insulino-dependente) é uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta (que ficam no pâncreas) produtoras de insulina. Isso acontece por engano porque o organismo as identifica como corpos estranhos.

A DM1 surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenas uma quantidade muito pequena). Quando isso acontece, é preciso tomar insulina para viver e se manter saudável, fazendo com que as pessoas portadoras da doença precisem de injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar. Sem insulina, a glicose não consegue chegar até às células, que precisam dela para queimá-la e transformá-la em energia. No geral, este tipo de DM aparece antes dos 35 anos, por isso também é conhecida como Diabetes Juvenil.

A Diabetes Tipo 2 (DM 2) possui um fator hereditário maior que o tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos tendo sua incidência maior após os 40 anos. Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas, mas o problema está na incapacidade de absorção pelas células musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células não conseguem metabolizar glicose suficiente da corrente sangüínea, sendo este mecanismo anormal conhecido como "resistência insulínica".

A DM 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que a DM 1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes pode necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

Glicemia e a atividade física - A atividade física tem sido vista como uma parte útil do tratamento para o controle de glicemia do diabético, pois aumenta a velocidade com que a glicose deixa o sangue. No entanto, este efeito benéfico da atividade física depende do fato do diabético estar ou não “razoavelmente” controlado (com a glicemia próxima do normal) antes do início da atividade.

Para a prática da atividade pode ser necessário que o diabético tipo 1 tenha que fazer adaptações em sua dieta (como aumentar a ingestão de carboidratos) e/ou diminuir a quantidade de insulina antes da atividade para manter a glicemia próxima do nível normal durante o exercício. Estas alterações dependem de vários fatores (intensidade da atividade física, duração, glicemia antes da atividade, condicionamento), por isso é de extrema importância o acompanhamento com um médico endocrinologista e um nutricionista.

Já os diabéticos tipo 2, normalmente apresentam vários fatores de risco, incluindo a hipertensão, colesterol alto e sedentarismo. Por isso devem praticar um exercício de baixa intensidade e longa duração, que se realizado diariamente maximizará os benefícios relacionados à sensibilidade à insulina e à perda de peso. Neste caso também é de extrema importância o acompanhamento com uma equipe médica qualificada (cardiologista, endocrinologista, clínico geral) e com um nutricionista.

Suplementação - Em relação à suplementação nutricional para praticantes de atividade física que sejam portadores de DM, é importante ressaltar que ela não é proibida, entretanto deve ser realizada com extrema cautela, pois se o suplemento adquirido tiver em sua composição açúcar pode ser prejudicial para o atleta. Além disso, como a dieta do diabético deve ser bem controlada a suplementação só deve ser feita se for necessária e indicada.

Bruna Iasi


Consultora Webrun da seção Mulheres. É bacharel em Nutrição pela São Camilo e Especialista em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

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