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nataliay
São Paulo, SP

Corredora Zen :-)

Corredora Zen :-)


Histórias de corrida e um pouco sobre qualidade de vida, yoga, saúde e alimentação e, claro, provas. Para mim, corrida é um tipo de meditação e escrever um tipo de diversão. Muito prazer, eu sou a Natalia Yudenitsch, mas pode me chamar de Nat.

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Este é um blog pessoal e não reflete, necessariamente, as opiniões do Portal Webrun


Correndo na penumbra


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/11/09 às 18:34 na(s) categoria(s) fail, historias de corrida
Depois de Dançando no Escuro, apresento Correndo na Penumbra. Estrelado pelos corredores que treinam a noite no parque do Ibirapuera. É um mix de filme noir e suspense, com um toque de comédia, dirigido pelo povo que decidiu que não precisa acender todas as luzes do parque a noite. Afinal, correr enxergando tudo é para fracos!

É assim: vc vai treinar e a assessoria tem que mudar de banco porque o tradicional local fica embaixo de um poste de iluminação apagado, ou seja, não é visível ao olho humano chegando do estacionamento.

Aí vc, que é uma pessoa ousada e corajosa, resolve correr a volta de 3K para se aquecer. Quando vai dar a volta no lago, começa a gincana, quase uma festa junina. Pula a rachadura no chão minha gente! Olha a poça! Cuidado com a raiz de árvore saindooo. E olha que não estou falando de locais como a pistinha, que é o máximo mas de noite fica tão deserta que só falta aquelas bolas de feno do deserto de faroeste passando.

E a volta de 1K então? Ou vc corre no pelotão, no modo unidos venceremos, ou fica para trás ouvindo a musiquinha do Psicose quando tem que passar sozinha pelo lado mais escuro, com medo que o Michael Jackson e os zumbis saiam dançando da terra. Fora que no geral, tem tantos postes apagados que o parque inteiro está a meia luz. Seria romântico se não fosse perigoso.

O policiamento lá melhorou e aumentou muito, isso preciso dizer! Tem sempre um carro checando o parque inteiro, nesse ponto o Ibira está de parabéns. Mas vamos combinar que, com pouca luz, o trabalho da polícia fica bem mais difícil né? Gente, o que é isso, treino para mais um apagão? Economia de energia? Quebrou a escada para trocar as lâmpadas que queimaram?

Nesse andar da carruagem, logo mais só vai poder ter treino em noite de lua cheia. Mas aí vamos ter que correr com balas de prata..
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A polaina está de volta


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/11/09 às 17:31 na(s) categoria(s) dicas, produtos
Não, não é um flashback dos anos 80, também conhecidos como Os Anos Mais Bregas de Nossas Vidas. Você não vai voltar a usar aquela polaina coloridona, nem as tirinhas torcidas na testa, para ficar aquela marca bonita. Se bem que a camiseta gigante com cintinho está quase de volta, dependendo do tamanhos das camsetas de prova que alguns organizadores andam distribuíndo, e a pochete.. bem, essa está de volta na corrida, seja para carregar gel, água ou chaves. Mas divago.

A polaina a que me refiro, é aquela de compressão, tipo a Flets que estava lá no Running Show. Eu provei e gostei, achei que diminui a sensação de cansaço nas pernas. E reparem nas provas e treinos atuais: sempre tem alguém correndo de meião ou de polaina. Ou é um modismo que pegou forte ou o negócio ajuda mesmo, né?

Pensando no Cruce, e nos 90K que nos esperam por lá, estou cogitando seriamente adquirir um par, só estou em dúvida se é mais legal ir de polaina, que talvez tenha mais compressão por não precisar ir até o pé, ou de meião, o que pode ser um plus no Cruce, pq aí não preciso me preocupar com meia normal.

Alguém com experiência em alguma das 2 para palpitar?
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Help, meus posts foram abduzidos :-O


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/11/09 às 17:04 na(s) categoria(s) fail
Pessoas, acabei de ver que meus últimos posts foram abduzidos! Não pela Webrun, que também está tão perplexa quanto eu, talvez nossa banda larga que aqui na agência anda dando só FAIL? Não duvido, que volta e meia a internê aqui fica a lenha, tem sites que não entram, outros dão paus bizarros..

Será que foi abdução por seres alienígenas? O mundo começou a acabar agora e não em 2012? O Echelon censurou?

Enfim, vou correr atrás do prejuízo e tentar recuperar os danados, além de postar as novas. O que mais me dá pena é o post de cobertura da feira, do Running Show, onde eu tive o grandecíssimo enormíssimo prazer de conhecer alguns de vcs, leitores! Foi O Máximo, né Pati? Um bate papo ótimo, ficou o maior gosto de quero mais.

Agora, é a Hora da Vingança. Senta que lá vem post!
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Quem vai ao Running Show?


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 25/09/09 às 20:01 na(s) categoria(s) historias de corrida
Eu! Pessoas que estiverem em SP esse sábado dia 26/9, estarei na Running Show, a feira de corrida/esporte que acontece na Bienal Ibirapuera (dentro do parque do Ibirapuera). Se quiser jogar conversa fora ao vivo e a cores --ou ter certeza de que eu existo de verdade e não sou uma simulação que fugiu de tédio do Second Life -- é só aparecer por volta das 15h que eu vou estar por ali, no estande da Webrun, junto com a blogosfera do portal. Deixa de preguiça e VAI LÁ!
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Próxima parada: estação Cruce


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/09/09 às 11:47 na(s) categoria(s) historias de corrida, provas
Agora virou fato: minha próxima big prova será em fevereiro de 2010 e atende pelo nome de Cruce de Los Andes (http://www.columbiacruce.com/carta2.htm). Agora que eu fiz o anúncio de forma blazé e controlada, posso falar como me sinto realmente: CEEECIIIII,UUHÚÚÚÚÚÚÚ, NÓS VAMOS PRO CRUUCEEEEE!

Ok, sem respirar no saquinho agora, vamos a explicação desse entusiasmo juvenil. Primeiro, algo essencial: essa prova é de montanha e é LINDA. Eu quero dizer, linda MESMO, linda DE VERDADE. Começa na Argentina e termina no Chile, passando nada menos do que pela Cordilheira dos Andes (dã, tá é meio óbvio pelo nome, mas dá uma satisfação contar). São 90K divididos em 3 dias e o mais legal: é em dupla. Digo mais legal porque é a minha 1ª prova desse porte, na montanha MESMO, e poder dividir isso com alguém não tem preço (quero dizer, na prática tem e é em dólar, mas isso a gente abstrai nesse momento).

Minha dupla é minha super amiga e sócia, que além do astral ainda vem uma experiência prévia super bacana de montanha - que vale ouro para alguém que de prova de montanha só lembra daqueles filmes de Everest, onde todos ficam sempre presos em desabamentos, gente morre congelada na caverna depois de cair e ter 3 fraturas expostas e sempre, sempre alguém resolve desafiar os deuses que mandaram sinais dizendo que era melhor não subir naquele dia. Vale também lembrar que a prova acontece no verão (sem congelamento na neve, portanto), não tem nenhuma SUPER altitude comparável ao Everest e tem uma infra ótema: a organização prepara almoço e jantar e leva sua barraca, caixa e sacos de dormir, um luxo só.

Agora que já recebemos o email de confirmação da inscrição é que caiu a ficha mesmo: não tem jeito, agora vai ter que rolar. Nossa equipe foi batizada de DUMA.COM.BR , que é um jabazão merecido da nossa empresa --afinal de contas, é ela quem vai viabilizar nossa ida para a prova, então nada mais justo que destacar nossa patrocinadora-mor (mor porque estamos cercadas de pessoas e empresas bacanas que também estão participando e apoiando nossa empreitada).

Passado momento gente-eu-vou-pro-cruce, começa a fase mais divertida para pessoas control freak como eu e a Ceci: planilhar e listar tuuuuuudo o que tem a ver com a prova. A lista do que é obrigatório levar, do que a gente quer levar e do que seria um sonho poder levar. O tênis certo, o corta-vento ideal. Os treinos que vamos fazer, os preços das passagens, incrições, hospedagens, taxas, refeições e aluguéis de coisas. Que tipo de alimentação vamos levar para o durante a prova. Qual vai ser a produção da nossa equipe (porque obviamente se nossa equipe tem nome esse nome vai ter que estar em algum lugar visível). O que vai no nosso kit de Primeiros Socorros e nem tão primeiros assim (de pomadinhas mágicas a algo mais power que a gente espera nunca precisar). O que vamos usar para dormir, para a prova, para a chuva, para o sol, para antes e para depois. É praticamente o paraíso dos planejadores!

E, claro, no meio de tudo isso temos que treinar bem. No nosso caso, muita corrida e muito yoga, essa é a nossa fórmula mágica para unir fortalecimento, alongamento, respiração e flexibilidade com um volume considerável de corrida. E muitas subidas, de preferência na trilha. Aliás, pessoas mais experientes, estou super aceitando sugestões de locais bacanas para treinar na trilha em SP ou arredores, de preferência lugares onde seja seguro se for um grupo pequeno e apenas feminino -- se bem que qualquer coisa eu levo a minhã cã feliz, a Mindy, que é uma fofa mas não deixa de ser um pastor alemão preto tamanho G com cara de lobo das estepes.

Enfim, a aventura já começou - e com certeza esse blog e vocês leitores já fazem parte dela.


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Cachorro cansado é cachorro feliz


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 31/08/09 às 20:29 na(s) categoria(s) historias de corrida
Quem tem cachorro sabe que isso é quase um mantra. E nada deixa um cão (ou uma cã sorridente como a minha) mais feliz que uma boa corridinha.



Depois que vi esse vídeo juro que fiquei tentada a transformar num business e oferecer nas horas vagas --que seriam sei lá que horas, mas para projetos mirabolantes isso não importa.
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Uma questão de perspectiva


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 31/08/09 às 19:24 na(s) categoria(s) dicas, historias de corrida, yoga
Esses dias estava falando com a minha amiga Ceci, que tem aquele dom parabólico de captar o que está rolando sem vc precisar dizer nada. Falávamos de percepções de esforço durante os treinos, que é aquele tipo de conversa que faz quem não corre bocejaaaar, bocejaaar e desejar ter ido assistir TV Senado que ia ser mais divertido. O ponto central desse tão intrigante tema era o quanto o mental afeta a nossa percepção de velocidade e cansaço.

Lembro que uma vez, quando estávamos treinando para uma meia maratona, teve um mês onde fizemos 6 tiros de 1K (entre vários outros tipos de treinos, claro). Mas por quase 5 loooongas semanas, chegava 3ªf e a gente já tinha aquela sensação de deja vu: tiro de mil. Aí vc corria naquela bendita (pq estou uma moça fina de família hoje) volta de mil do Ibirapuera. A descidinha que te anima, a sensação de ai-meu-deus-vai-começar quando o embalo da descidinha acaba, o lago de um lado, aquele mato escuro suspeito do outro (eu corro a noite, lembrem-se), a subidinha no final dos 500m, se aguenta como pode até o banheiro e dali o sprint corre-pra-vomitar até o final. Daí respira 1 min e começa tudo de novo.

Na 4ª volta parecia que não ia dar. Sempre dava, claro, mas era tudo muito sofrido. Sim, porque a gente Sofria com S maiúsculo. Seja por ver sempre aquela mesma volta no mesmo bat percurso seja porque parecia que o coração ia sair pela boca. Ah, éramos jovens e tolas e achávamos que aquilo era um treino de tiro hard.

Aí, treinando para outra prova, nem tanto tempo depois, nos deparamos com suaves treinos de tiros de 1K novamente. Só que, olha só que delícia, eram 10 tiros ao invés de 6. Na mesma bat volta, claro. E sabem de uma coisa? Não sofremos nem metade do que sofremos com as antigas 6 voltas. Os 10 tiros de mil saíam mais rápidos, mais fortes e terminávamos em melhores condições, o que significa que você conseguia até entender o que as pessoas falavam para você no final do treino -- sim, porque eu quando corro fazendo força DE VERDADE não só não consigo sorrir ou responder perguntas, eu simplesmente não ouço e não entendo o que as pessoas falam. Eu vejo que os lábios delas se mexem, eu sei que elas estão falando alguma coisa, mas eu não faço a menor idéia do que seja. Quem me conhece durante um treino de tiro acha que eu sou a pessoa mais antipática do mundo, quase o Grinch. Mas juro que na hora de soltar eu melhoro e sou até educadinha. Sou capaz até de arriscar um sorriso e responder sua pergunta.

Mas o fato é que ficou muito claro que a nossa perspectiva havia mudado. Não havia passado tanto tempo assim para dizer que tinhamos melhorado nossa performance ao ponto das 10 voltas serem a mesma coisa que as 6 voltas eram antes. O que mudou mesmo foi a nossa EXPECTATIVA.

Como já sabíamos que seriam 10 voltas, nos preparávamos para isso e a 6ª volta era só um ufa-já-passou-da-metade e não a volta final pra morte. Ao mesmo tempo, dava uma sensação boa ver que estávamos conseguindo fazer o treino bem, e isso dava forças para correr a próxima.

Ou seja, aquele sofrimento todo com os 6 tiros era basicamente só cabeça e não corpo.

O cérebro dizendo que era cansativo, que não ia dar e o corpo realmente se exauria. A percepção do cansaço era muito maior e a performance muito pior. Quando a percepção de cansaço diminuiu, mesmo com um volume bem maior (e intervalo menor) a performance melhorou.

Não é toa que cada vez mais atletas vêm usando PNL nos treinos (programação neurolinguistica). Não, não estou falando de repetir "hei de vencer" e sim de tentar simular elementos da prova mentalmente antes de enfrentá-los. Porque o cérebro lida melhor com coisas que ele já viveu --e a pegadinha é que ele não sabe bem diferenciar se viveu MESMO ou se foi uma simulação bem feita. Então se vc enfrenta uma prova onde dá um cansaço master, dói alguma coisa ou ocorre algo que te desanima, se vc conseguiu treinar seu cérebro a ignorar o desânimo vc consegue ir em frente. Ele olha a situação, procura nos arquivinhos do passado e diz "Ahhh taaaa, isso já aconteceu antes e deu tudo certo, é só continuar". Agora, se ele acha que é uma situação nova e potencialmente perigosa, ele começa a fazer seu corpo diminuir o ritmo, aumenta a sensação de cansaço e te enche de pensamentos tipo deu-acho-que-vou-parar.

Na prática, vc precisa deixar seu cérebro em um estado feliz-meditativo, ou pelo menos mante-lo quietinho e calminho enquanto seu corpo faz o que é preciso. No mínimo incorpore a linha se-não-vai-ajudar-pelo-menos-não-atrapalha. Não precisa parar de pensar, lógico, senão vc vira uma ameba corredora e isso não é bom, certo? Ou então distraia sua mente com questões como essa, ou fique planejando como vai ser seu próximo post no blog. Vale tudo para ela esquecer que vc está ali correndo.

No fim das contas, a moral da história é: ignore sua mente, abaixa a cabeça e faz força :-) Né Cris?
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Acupuntura djá


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 13/08/09 às 16:23 na(s) categoria(s) saude, yoga
Tem medo de agulha? Então melhor evitar esse post. Faz tatuagem numa boa mas acha que não suporta o sofrimento da acupuntura? Neste caso pára de mimimi e repensa tudo, porque VALE A PENA. A acupuntura tem sido essencial para essa minha vida de corrida + yoga, ou seja, de convivência assídua com a endorfina e a dor. Sim, porque quem pensa que yoga é obrigatoriamente aquela coisa meditativa e relaxante, onde vc se senta de olhos fechados e faz alongamentos suaves em câmara lenta nunca fez ashtanga. Então somando os ajustes doloridos e mudanças que o yoga traz para seu corpo, ainda tem a corrida, com aquela travada no ombro quando vc faz força no tiro, a dor ali quando exagera no volume, a dor aqui pós-prova. Dá até dó né?

Eu, até uns 2 anos atrás, apostava na massagem para ajudar no processo de relaxamento e cura das microlesões (ou nem tão micro assim). De preferência shiatsu, porque quando eu tinha uns 18 anos resolvi aprender algo de medicina chinesa e fiz vários cursos longos e bacanas a respeito, então conhecer um pouco da teoria me ajuda bem. Aliás, é por causa deles que sei que a acupuntura usa os mesmos pontos do shiatsu, só que de forma, digamos assim, mais agressive. Mas aí eu conheci uma acupunturista corredora, a Super Naomi-san.

Na próxima dorzinha chata fui lá. Tá, eu não vou mentir. Dói. Tipo DÓI. Mesmo. Se vc está bem travado, dói muito. Se vc só quer dar uma soltada, não dói. No meu caso, lógico, dói muito e sempre. Mas uma pessoa que também corre, como ela, acaba atendendo muitos atletas, gente maluca que faz ultramaratona, triathlon, corrida e afins, e sabe que só dar uma apertadinha ou seguir aquele esquema de colocar agulhas e sair por 20 min tomar um café enquanto o paciente relaxa estilo porco-espinho não funciona tão bem para quem faz esporte. Ou pelo menos, o jeito que ela faz funciona anos luz melhor.

Em dois tempos ela já matou a origem da dor, que vc pensava que era no joelho ou na canela mas na verdade vinha do quadril. Eu, que caí de moto em dezembro, tenho certeza absoluta que só estou correndo e fazendo yoga graças a ela, senão já tinha travado tudo há muito tempo atrás.

Aí funciona assim: vc chega travada, sofre ali na maca, sai desnorteada e meio zumbitola (zumbi + manquitola), mas no dia seguinte está nas nuvens indolores do paraíso. Claro que acupuntura não é a única coisa que resolve, tem várias massagens bacanas e malucas, com uma delas com certeza vc vai se dar bem. Pessoas, não temam, tentem de tudo: shiatsu (desde que não seja aquela coisa suave e deslizante que é uma delícia mas não resolve meu problema), miofascial, crânio-sacral, RPG... Achou legal? Experimenta! Porque todo corredor tem no mínimo uma dorzinha aqui e um músculo travado ali.  Super recomendo, que essa coisa de tomar remédio para dor é para fracos :-)

ps- se alguem quiser uma indicação, me procura em pvt que eu passo com o maior prazer!
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O caso de meia assassina


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 31/07/09 às 17:00 na(s) categoria(s) historias de corrida, produtos
Pois é, uma peça de roupa tão pequena e que deu tanto pano para a manga. Estou falando de MEIAS, aquelas coisas que ficam entre seu pé e o tênis. Eu juro que nunca tinha dado muita bola a elas. Eu digo tinha porque durante o Montanholi aconteceu o Caso da Meia Assassina. A vítima foi minha amiga Jacque e, aparentemente, a culpada fui eu.

Vamos reconstituir a cena do crime: uma pessoa, que chamaremos hipoteticamente de J., conta à sua amiga, que chamaremos também hipoteticamente de N., que veio com uma Meia X, que J. acha que talvez não seja adequada para a prova. N. diz que usa essa mesma meia há anos sem problemas, inclusive está com uma igualzinha para correr esta mesma prova. J. segue o conselho de N. e as duas fazem a prova. No final, J. fica com bolhas assassinas terríveis e N. fica sem bolha alguma. O que aconteceu realmente? Terá N. trocado de meia escondido? Terá J. comprado uma meia falsificada? Será o pé de N. feito de material alienígena? Será a Meia X um tipo de meia que só dá bolhas em pessoas cujo nome começa com J.?

Eu não sei. Só sei que eu vou nas lojas esportivas e procuro Meia de Corrida. Aí checo se não tem costura na ponta mesmo e se é do tipo curtinho, que em alguns lugares chama invisível, em outros sapatilha. Juro que não fico super pesquisando se tem superpoderes como compressão, amortecimento ou anti-xulé.

Não é que eu despreze a tecnologia das meias de corrida. Aliás, se tem alguém geek correndo por aí, sou eu. ADORO uma novidade tecnologica. Então se eu for fazer uma dessas provas longas, que levam dias, ou for correr uma maratona, com certeza vou testar várias meias até achar uma perfeita para as condições da corrida. Mas o ponto é que normalmente, minha distância máxima é 21K. E, para essa distância, uma meia básica para mim super funciona.

Eu sei, eu sei, meia de algodão retém a umidade. As mais grossas podem dar atrito. Vc pode ter infecções terríveis. Seu pé vai ficar como uma uva-passa gigante. Ou pode até cair. Mas para mim, nunca deu problema (lembrando novamente que não é para correr aventura ou ultramaratonas). As únicas 2 vezes que eu tive bolhas por causa de meia foi com algumas que chamaremos de Meias Tecnológicas Y, entre elas uma que custou a diária da minha faxineira. Era linda, colorida, super confortável, anti isso e aquilo, um show. E me deu bolha. E muita raiva.

Eu ainda tenho outras Meias Y, que eu ADORO e uso. Mas a Meia X continua dando super certo comigo, fazer o quê! E J., a vítima da Meia Assasina? Ficou com bolhas, mas nem isso a impediu de fazer uma ÓTIMA prova :-D
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Pós-prova é DUREZA


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 22/07/09 às 19:16 na(s) categoria(s) fail, historias de corrida, provas
Pessoas, tenho que confessar que SUPER me identifiquei com esse vídeo. Especialmente no domingão pós-Montanholi :-D É ou não é assim mezzz??




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Montanholi, um dia você ainda vai correr


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 21/07/09 às 14:56 na(s) categoria(s) historias de corrida, provas
WOW! Essa é a forma sintética de descrever o que foi o 8º Circuito Montanholi, que rolou nesse sábado em Morungaba. A não sintética eu vou derramar aqui nesse post :-) Porque foi uma aventura, que começou às 5h30 da manhã, horário que eu acordei para dar tempo de buscar minha amiga Jacque e encontrar o povo do Núcleo num posto da Rod. Bandeirantes. Esse encontro, aliás, foi legal para dar o start no clima de prova, mas não teve absolutamente nenhum propósito prático.    

Sim, porque a idéia era todo mundo se reunir e ir JUNTO para Morungaba, estilo comboio. Pois bem, depois de um cafézinho para acordar e um tricô básico, as pessoas entraram em seus respectivos carros e .... sumiram. Isso mesmo, deram área. Rolou um momento uhúuuu-pé-na-tábua e ninguém lembrou de ver se estava sendo seguido ou se estava mesmo seguindo alguém. Eu, por exemplo, que tenho um nível primário de cognição antes das 8h e preciso pensar para responder qual o meu nome se for antes das 7h, não lembrava nem quais eram os carros da galera. Resultado: foi cada um por si e TODOS se perderam. Todos, cada um em uma parte do trajeto, uns mais, outros menos. Com direito a stress cogitando se chegaríamos a tempo para a largada e tudo, só para os neurônios comatosos começarem a fazer sinapses para tentar descobrir se estávamos indo na direção certa e entender porque Itatiba é uma espécie de cidade onipresente, não importa em que rodovia vc esteja nem em que direção vc vá, vc sempre acaba passando por ela.

No final, igual em filme da Disney, deu tudo certo e chegamos no sítio Santa Clara não só a tempo de pegar chip como até de pegar a chepa do café da manhã, acabando com um dos meus grandes temores do dia - correr uma prova dessas de estômago vazio. A essa altura eu já estava acordadíssima, pensando que eu ia ter que correr aquela subida que o carro teve que fazer uma forcinha para manter a marcha (vc passa por parte do percurso para chegar de carro ao local da largada).

A infra da prova é de dar lição de moral em umas e outras por aí: marcação de quilometragem impecável, postos de água, chipagem em 3 pontos, medalha, camiseta, nº pesonalizado, café da manhã tudo de bom e almoção farto no final - onde conheci só gente bacana, impressionante: José Carlos Montanholi e a família, os colegas blogueiros webrúnicos Harry e Fernanda (que é tão rápida que só a vi depois da prova terminada), dona Mitiko e mais vários corredores e corredoras alto astral. Só para não dizerem que eu sou uma deslumbrada e que não reclamar de nada não é normal no ser humano moderno, vou lamentar que a menor camiseta era uma M masculina, ou seja, com cinto dá um vestido anos 80. Pena, porque essa é uma camiseta que daria o maior orgulho de usar, mas talvez se mantiver a idéia da colcha patchwork de camisetas desse post anterior, isso não importe, né?

A largada foi pontualíssima, as 9h30, sob sol e céu azul, ladeira acima, deixando o visual da prova uma distração importante nos momentos de maior sofrimento, já que eu sou uma pessoa que abstrai na adversidade e fica olhando o visual para distrair o cérebro e impedí-lo de tentar diminuir o ritmo da corrida.

O trajeto da prova é composto por 3 pernas. O que eu ADOREI foi que graças a essa ida-e-volta de cada perna, o povo elite passa por vc 3 X durante o percurso. E eu acho O MÁXIMO acompanhar a corrida de quem está disputando pódio, fico emocionada de verdade, me dá um entusiasmo sem explicação. Eu, durante as provas, pareço aquelas pessoas que bebem e amam todo mundo do mundo. Grito, incentivo, trato desconhecidos como amigos do peito, fico toda feliz. Sei lá, deve ser a endorfina.

Mas nem tudo são flores e endorfinas felizes. Porque essa prova É EFETIVAMENTE a meia maratona mais difícil do Brasil. Da minha vida pelo menos, com certeza foi. No meio da 2ª perna deu um momento de pânico. Eu estava começando uma subida (lembrando que essa prova NÃO TEM TRECHOS PLANOS) quando meu cérebro ameaçou começar um motim. "Deu", ele disse. "Chega, parei". E foi diminuindo o passo, diminuindo, diminuindo até que eu retomei o controle e fiz um acordo: "tá, a gente trekka um pouco, mas depois a gente solta igual maluco na descida para compensar, ok?". Ok. E assim foi, seguindo o que a Cris - que além de ganhar a prova ainda teve tempo de gritar um incentivo e uma orientação para cada aluna quando passava voando pela gente- falou: anda na subida e corre sempre que der.

E teve momentos em que até andar era um esforço. O que É aquela subida no KM 17 minha gente? Meu pobre Sanderinho urbano 1.6 ia ter dificuldades de subir. Vc passa num posto de água lá pelo KM 15 ou 16, vê que está perto do final da prova e aí... vc vê a montanha. E umas silhuetas curvadas e sofridas lááááááááá no topo, muuuuuuuuito longe de vc. Isso num momento em que vc já está no bico do corvo, os músculos apitando. É tão avassaladora essa última subida que vira até um momento zen. Tipo vc desconecta e simplesmente vai. E sobe. E sobe. E sobe. Aí, em um momento distante, vc faz a curva da terceira perna e começa a voltar. E sobe mais.

Mas aí no KM 18 me deu uma endorfinada master e eu fui. Corri os últimos 3K no máximo (máximo para a quele momento, bem entendido). Acelerei tanto quando chegou na descidona final que, se eu tivesse escorregado ali, teria literalmente rolado até a linha de chegada, pq não ia ter dado para parar. Nesse ponto, fiquei feliz de estar sol, apesar do sofrimento ser maior: eu, newbie total de corrida na terra, não tenho tênis cross country, ou seja, se tivesse chovido e rolasse uma lama, eu estava perdida. Mas os deuses sorriram nesse sábado e eu cheguei. Passei na linha de chegada como se fosse do pelotão quênia, comemorando com a mulherada que me esperou pacientemente: valeu Vivi, Cris, Marcela, Jacque & cia! Terminei feliz feliz feliz de ter conseguido, mesmo fazendo um tempo leeeento, de 2h34 (34 min a mais do que meu tempo de meia maratona). Mas foi a 1ª né? Primeira prova cross country, primeira prova de montanha, primeira meia maratona com esse grau de dificuldade. Mas com certeza a primeira de muitas, que esse lado sadomasô da corrida faz vc gostar das provas que mais fazem vc sofrer.

Mas o que importa é que eu FIZ O MONTANHOLI, terminei e terminei correndo hehehe Mas fiquei tão lesada que nem alonguei, o que garantiu um day after estilo Resident Evil, andando que nem zumbi, com aquela perna dura meio coxeando. Mas who cares? Ano que vem, se tiver convite sobrando, TÔ DENTRO!!
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Correr ouvindo historinha


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 07/07/09 às 18:49 na(s) categoria(s) dicas, historias de corrida, produtos
Eu gosto de correr ouvindo alguém me contar alguma coisa. De preferência alguma coisa bem interessante ou divertida, para eu esquecer que estou correndo faz 1h e ainda faltam 40 minutos e achar que a vida é um mar de tulipas. Para muita gente, a música faz isso. Pessoas music oriented, movidas a trilhas sonoras. Meu pai é assim, minha irmã também - mas no Grande Sorteio da Loteria Genética, eu não gritei bingo e fiquei sem esse gene. Porque eu gosto de música, não me entendam mal, mas para outros momentos, como por exemplo enquanto cozinho. Mas para correr, nem tanto. Resumindo: prefiro correr ouvindo historinha do que musiquinha.

Quando treino com pessoas, beleza. Na hora de fazer força não tem fôlego para conversas, mas na hora de aquecer, soltar ou fazer um longão mais tranquilo, porque não exercitar a língua também, não é mesmo? Em longos longos mesmo, daqueles em que vc não está fazendo ritmo de prova, são 2 terapias em menos de 2h! Uma da corrida mesmo e a outra do bate-papo que rola no grupo. Nas provas, não gosto de ouvir nada que não sejam os sons da corrida mesmo, me atrapalha. Mas quando treino sozinha, sinto falta da voz. E aí? Bem, graças a invenção dos podcasts, meu problema está resolvido.

Porque podcast é como um radinho onde vc pode escolher tanto os programas quanto onde e quantas vezes quer escutar. Obviamente, já virou um vício, vivo assinando podcasts novos. Pensa só: é grátis, é bom e sempre tem novidade. Virei fã. Como tem gosto para tudo nesse mundo, talvez vc também seja uma pessoa meio alienígena que curte ouvir uma historinha, mesmo que em algum outro momento. Se for, talvez vc também goste de um desses aqui:

Podcasts da BBC (em inglês) - os melhores! A BBC realmente manda MUITO bem.
Radio 1 Stories - como o nome diz, histórias! Cobre os mais diversos temas, esporte, comportamento, política, whatever.

Thinking Allowed - os mais diferentes temas, de cães a casamento, de crime a avanços da medicina.

In Our Time - para quem gosta de História, sensacional! O melhor EVER é programa sobre a Peste Negra, na minha humilde opinião.

Podcast da radio KERA (em inglês)
KERA´S Think - esse eu ADORO, discussão dos temas mais malucos com convidados ótimos, inteligente e muito bem humorado.

Nerdcast (em português) - se vc tem um lado nerd e GOSTA do humor nerd vai adorar
Nerdcast - O nerdcast já me fez rir sozinha MUITAS vezes, adoro. O bom é que tem normalmente 1h de duração ou mais, ótimo para correr longo ou para passear com os cães (como eu faço diariamente)
CBN (em português)
Aqui tem a lista dos podcasts da rádio CBN. Eu curto o Fim de Expediente e o da Mara Luquet!

Papo Tech (em português)
Papotech para quem curte tecnologia

Roda e avisa (em português)
Roda e Avisa - Internet, cultura e tecnologia, curto muito as reflexões, mas sou suspeita pq o autor é amigo meu! rsrs

Rádio Eldorado (em português)
Lista de podcast da Eldorado.
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Um bosque no meio do trânsito


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 06/07/09 às 17:42 na(s) categoria(s) dicas, historias de corrida
Como vcs sabem pelo último post, agora eu sou uma pessoa que corre (ou que precisaria correr) na terra. Sim, porque se vc vai correr uma prova na terra, a lei do bom senso diz que vc precisaria fazer ao menos os longões em um terreno ao menos similar. Então nesse fimde, munida das melhores intenções off road, resolvi correr em algum lugar que não tivesse asfalto.

Na prática, foi quase como aquela piada bege que conta como vc ia levar bolo, velas e milhões de presentes para alguém, mas aí o bolo caiu, a vela incendiou os presentes e no fim só sobrou o feliz aniverário. Foi parecido. Eu ia fazer um esquema super pró, correr em algum lugar incrível e cheio de ávores e trilhas, daqueles que tem que pegar a estrada e tudo, testar um tênis de trilha e pegar umas pirambas em 1h40 de treino. Aí teve uma série de imprevistos, eu tinha um compromisso para a hora do almoço e só sobrou o treino na paulicéia mesmo. E sozinha, que a mulherada tinha treinado no sábado e já era domingo.

A solução chama-se Bosque do Morumbi, ou melhor, esse é o apelido mais antiguinho do parque que, na verdade, atende pelo pomposo nome de Parque Alfredo Volpi. Fica perto da USP, pertinho da ponte da Cidade Jardim. E ele salvou meu treino.

Fui correr umas 8h30, disposta a pisar no mínimo de concreto possível e fugir dos planos. Para isso, o parque é bem bacana. Aviso: é pequenininho, mas nada ordinário. A pista oficial tem 1,5KM, mas acredito que os caminhos malucos que eu fiz (subindo qualquer trilha mesmo que sem saída), devo ter aumentado esse trajeto pelo menos para 2K.

Para não dizer que não pisei no concreto, pisei sim, porque resolvi fazer umas voltas também por fora do parque, o que te obriga a subir uma bela e longa ladeira e descer a pirambeira do lado oposto. Mas se meu treino fosse um pouco mais curto, não carecia fazer isso. Dentro do parque você passa por laguinho, área de desacanso, banheiros e muito verde, tudo em trilha de terra batida. E o melhor: basicamente sem trechos planos.

Ouvindo uns podcasts então, fica sensacional. Um bosque todo zen no meio do tráfego, do lado da marginal. Não conhece? Dá um pulo lá - mas vá antes de 10h, que a partir desse horário acontece como em todo parque no final de semana: enche. E aí, adeus treino. Ah, e se vc tiver cachorro e gostar de correr com ele (ou eles), pode levar sem medo, só não esqueça a coleira e a guia em casa.


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Montanholi vem aí


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 29/06/09 às 18:30 na(s) categoria(s) historias de corrida, provas
Esse ano vou correr o Montanholi, simpático nome dessa meia maratona que começou em 2002, no sítio do... Romanholi. É isso mesmo, Romanholi + Montanha = Montanholi. Já tinha lido várias coisas sobre, mas nunca tinha participado. Esse ano pintou um convite e eu, que sou facinha facinha (não pensem bobagem) para aceitar participar de tudo quanto é prova sem pensar muito sobre o grau de dificuldade da dita cuja, topei na hora!

Vamos participar do Montanholi? Vaaaamos. Beleza. Tranquilo. Topei na hora. Super legal, exatamente no momento em que ando querendo ir mais para a corrida em trilha, com árvores, verde e desafios diferentes do tipo pedra, raiz e lama. Aí fui singela e faceira olhar o site da prova. De cara, uma definição meiga: a meia maratona mais difícil do Brasil. Oi? Como assim por exemplo?

Aí fui vendo onde é que eu fui amarrar minha cã (porque eu não tenho égua, só tenho uma cã preta sorridente). Dei uma olhada na altimetria e soltei um wow! Não tem trechos planos. Só montanhas, ou melhor, subidas e descidas de pirambas. Nem unzinho pedaço plano. Foi então que realizei: eu tinha aceitado correr uma prova dificésima em menos de 1 mês, para a qual eu ainda não tinha treinado nada específico - como por exemplo muitas subidas. Subo a Biologia lá da USP toda semana, mas é meio que só. Vai ser uma BELEZA essa prova.

Aí fui xeretar os tempos do povo que correu outros anos, porque eu tenho esse lado meio masoquista-competitivo (tem que ter para ser corredora né?). Aí vi que a minha treinadora, a Cris, que já venceu o Montanholi cravando 1h38min, no seu *pior* tempo fez 1h47min. Considerando que, normalmente, eu faço exatamente o DOBRO do tempo que ela e o povo de elite faz em provas, eu estou seriamente concorrendo ao posto de lanterninha da prova.

Sim, porque não tem tantos participantes assim para eu passar desapercebida entre os que correm médio e os que correm mais fraco. São 100 pessoas ao todo, então não dá para sair a francesa discretamente se vc for MUITO mal e quebrar na metade. Tem que chegar se arrastando, aguentar a tiração de sarro e ir para o almoço churrasqueiro que te espera no pós-prova (o que dá um certo temor e receio em pessoas vegetarianas como eu, mas faz parte da aventura da prova).

E provavelmente, enquanto dirijo de volta para Sampa, meu cansado cérebro vai apagando a dor e aqueles momentos de questionamento interior quando vc se pergunta "por que demônios eu fui correr essa prova maledeta?? para que se submeter a esse tipo de tortua??" --ou se vc for minha amiga Rê e REALMENTE entrar numa crise existencial no meio de uma meia maratona, vai chegar à raiz da coisa e se perguntar para que a humanidade corre, por que correr, quem sou eu e qual o sentido de tudo isso. Mas é garantido: depois que vc termina a prova tudo isso PASSA e vc fica alegremente combinando qual vai ser a próxima.

Então é isso aí: eu vou conhecer a tal mais dificil do Brasil. Hey, ho, let´s go! Pelo menos deve render um post divertido.
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Corrida da T&F, testando estratégias


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 29/06/09 às 14:33 na(s) categoria(s) historias de corrida, provas
Uma das primeiras corridas de 10K que eu participei foi a Track & Field Run Series, aqui em Sampa. O que eu gosto desse circuito é que:

1) é sempre o mesmo
2) é quase que totalmente plano, só tem subidinha na ida e volta da ponte do Jaguaré, bem na metade da prova

Para mim, a maior qualidade desse circuito é que ele me permite testar várias estratégias de corrida. Como eu já conheço o percurso, sei exatamente onde começa a subida, onde costuma apertar etc. E como não é uma prova técnica, dá para socar a bota e fazer muita fooooorçaaa :-D

Toda vez eu tento algo diferente. Nessa vez, eu queria ver se conseguia fazer a 2ª parte mais rápido do que a 1ª. Porque normalmente eu gosto de sair forte e tentar manter, mas dessa vez tentei diferente. Consegui médio :-) Ou melhor, consegui, mas só a partir do KM 7, ou seja, consegui dar uma boa acelerada nos últimos 3K. Mas vi que poderia ter acelerado mais no começo, já que fiz em 53min. Ou seja, na próximo eu tento novamente.

Eu acho essencial ter provas assim, que vc conheça bem e possa testar estratégias. Ajuda a conhecer melhor como a gente reage em prova (pq treino é treino e prova é prova, coisas bem diferentes!). Além do que essa prova tem uma infra 100%, com direito a estacionamento dentro do shopping Villa Lobos, um luxo só. Super recomendo, tanto para quem está começando a correr provas de 10K quanto quem está querendo se testar.
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Coma comida


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 24/06/09 às 12:12 na(s) categoria(s) saude
Alimentação tem tudo a ver com corrida. Aliás tem tudo a ver com viver - bem ou mal. Nesse ponto, a prática do yoga me trouxe uma consciência maior dos efeitos de cada tipo de alimento no meu corpo - e aí estou falando de algo mais pessoal, cada pessoa vai ter suas particlaridades. Mas depois de um tempo, fica fácil identificar como cada tipo de comida reage com práticas e treinos.

Na corrida, por exemplo, 6ª feira é o Dia Sagrado da Massa ao Sugo. Para mim, faz TODA a diferença para o longão de sábado de manhã. Aliás, no dia do longão, a Cibele, nutricionista, deu uma dica que funcionou muito: comer uma torrada antes do treino. Mas com o tempo você vai notando como determinados alimentos funcionam para seu organismo. Tipo soja (proteína de soja), que eu adoro, evito de comer uns 3 dias antes de prova, porque tem digestão mais difícil e pode pesar na hora de correr.

Iogurte para mim funciona super bem no pós-prova. Aliás, pós prova eu fico mais pró-proteína, no meu caso queijo, ovos, iogurte, soja e todas as combinações vegetais que suprem as proteínas necessárias (é, como vocês notaram eu sou vegetariana).

Nao vou ficar entrando no mérito de que alimentos fazem bem ou não, mas eu acredito muito em prestar atenção no que você come. De onde vem sua comida? Como ela foi cultivada (ou criada, se estivermos falando de carne, frango e peixe)? Hoje em dia acho cada vez mais difícil fechar os olhos para os efeitos que determinado cultivo ou criação tenham no resto do mundo (ou só naquele pedaço), dizer "ah sei lá, eu vou no supermercado e compro, pronto". É mais fácil e mais cômodo, concordo, mas quem corre, pratica esportes, não está procurando comodidade, vamos combinar.

A gente pesquisa o melhor tipo de amortecimento de tênis, faz teste de pisada, procura o top mais estruturado com sbrubles master bold, calcula o ritmo de suas passadas, acorda cedo no final de semana para subir ladeira correndo, treina na chuva, corre em trilha cheia de lama, toma tombo, faz gelo, mas ir atrás do que a gente está mandando para dentro do organismo dá muito trabalho e é complciado. Ah, então tá então :-D

Claro que rende várias piadas e as pessoas se divertem ás suas custas. Minha mãe se diverte quando eu vou lá, mas compra "o ovo da galinha feliz que a Natalia gosta". Ovo da galinha feliz é o simpático nome que eu dou para os ovos de galinhas que são criadas soltas, ao ar livre, e não confinadas e apertadas na sujeira dia e noite sob luz artificial. É só ler na embalagem, tem várias opções em qualquer mercado.

Mas enfim, esse post não é para convencer ninguém a comer ou deixar de comer algo, só um convite a se observar melhor e ver como você reage depois de cada tipo de refeição. Mas, para quem se interessar mais por esse lado mais sustentável da alimentação, vale assistir esse vídeo do Mark Bitman, que fala bastante sobre o tema (ah, e ele não é vegetariano):

Uma das coisas mais bacanas que ele comenta, é sobre como paramos de comer comida para comermos nutrientes. Ou seja, a gente fica pensando nas vitaminas, minerais etc e esquece da comida. E ele lembra que vitamina C e suco de laranja não dá na mesma. O suco é muito melhor. E ele cita um outro autor, Michael Pollan, para resumir a melhor visão alimentação que já vi: Coma comida. Não muita. Principalmente plantas. (no original: Eat Food. Not much. Mostly plants). Assino embaixo.
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Renascendo das cinzas


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/06/09 às 11:37 na(s) categoria(s) saude
Após um longo e tenebroso inverno nas profundezas de um gripe, estou de volta. Gente, há uns 2 anos que eu não ficava doente. Ainda bem que não acabei de voltar do exterior, senão ia ter certeza que era a temida gripe suína, de tão frote que foi. Febre, tosse, sensação de ter feito uma ultramaratona sem ter treinado (não que eu saiba como é a sensação de fazer uma ultramaratona, mas imagino que sem treino deve ser a mesa de ter sido amarrada a um cavalo e arrastada pelas ruas por dias).

Enfim, rensaci e estou de volta. Cheia de posts na cabeça, me aguardem :-)
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Com que roupa eu vou?


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 04/06/09 às 12:44 na(s) categoria(s) dicas, produtos
Pessoas, achei um aplicativo divertidinho chamado What Should I Wear? (ou seja, O Que Devo Vestir?). É simples assim: vc coloca quantos graus está lá fora, se tem vento, se está sol, chovendo, nevando etc, como vc gosta de se sentir durante a corrida e pimba! Ele te sugere roupas para correr. Vejam só:

What Should I Wear?

Só um detalhe: se vc é de uma das partes ensolaradas do mundo, onde neve é algo que nem dá para imaginar e vc pega a blusa de lã assim que baixa dos 20°C é bom dizer que gosta de correr QUENTE e aumente uns graus na temperatura fria, pq o programinha considera que vc vive em lugares onde eventualmente possa fazer frio DE VERDADE.

Uma bobaginha, mas engraçadinha.

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Antes de iniciar a prática esportiva consulte um médico para realizar exames que qualifiquem o seu estado de saúde para tal.
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