Login Meus Pedidos Webrun Mobile
000 itens | R$ 0,00    |   Fechar Pedido  
Harry_Thomas_Jr
São Paulo, SP

Blog do Harry

Blog do Harry


Harry Thomas Jr. é um apaixonado por esportes. O paulistano compete desde 1995 e já completou 17 maratonas, sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30), Nova York (2h58min20) e Blumenau (2h58min10). O Administrador, é sócio e Publisher do Webrun.

609 votos
Este blog possui 38 seguidores.
Siga este blog, informe seu e-mail:
Este é um blog pessoal e não reflete, necessariamente, as opiniões do Portal Webrun


Objetivos e metas


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 23/11/09 às 14:18 na(s) categoria(s) Harry & Cia, Lesão
São Paulo - (sonhar não faz mal a ninguem...) – Corredor tem dessas. Nem acaba de cruzar a linha de chegada e já está pensando no próximio desafio. Numa analogia grossa, diria que o mesmo corredor que nem acabou de se lesionar já está pensando em como será seu retorno. É o meu caso.

 

Como a blogaiada já está me incentivando a passar os dois meses e meio a três da minha convalescência em descanso ativo, praticando alguma atividade física, digo que será isso que farei mas antes vou descansar, me tratar, fazer as prováveis seções de fisioterapia.  

 

Passo a passo. Esse foco primeiro: deixar a dor e o inchaço da fratura ser passado, para então, dar início ao segundo tempo da recuperação que são as atividades físicas paralelas como ciclismo, natação, balé, ops, musculação e etc e tal.

 

Bem, depois de tudo resolvido com a fratura por stress e retornar efetivamente aos treinos, vou em busca de alguns objetivos na temporada 2010, ano no qual, mudo de faixa etária e entro na dos pós-universitários formados por rapazolas de 45 a 49 anos.

 

Em termos macros gostaria de alcançar três objetivos. Correr uma maratona sub 3h19min o que me dá o índice para a 115ª edição da Maratona de Boston, em abril de 2011. Segundo:  correr uma meia maratona sub 1h30min o que me garante o acesso sem sorteio ou agência intermediarias para correr a Maratona de Nova York.

 

Para isso vou tentar focar nas seguintes competições, que serão, entre três a quatro maratonas. São elas: duas K42 Adventure Marathon. Uma em Bombinhas (maio) e outra em Villa la Angostura (novembro) e as Maratonas de Santa Catarina (abril) e Rio de Janeiro (julho). A Meia da Corpore está descartada para buscar o sub 1h30 em função do pouco tempo de preparação que terei, quem sabe a tentativa fique com a rápida Meia da Praia Grande, em agosto.

 

A ultramaratona ficaria para os 75km de Bertioga Maresias...E já pensou se eu em Bombinhas me invoque de ser Iridium?

 

Bem, voltemos à realidade. Vamos agora fazer gelo nesta fratura por stress....

 

E a sua meta para 2010 qual será?

link deste post | enviar por e-mail | comentários (12) | comentar

Diário de uma lesão


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 23/11/09 às 11:52 na(s) categoria(s) Lesão
São Paulo(e incomoda...) – Se há uma coisa que constatei é que a fratura por stress não é um bobeirinha qualquer. Senti isso ontem, ao ficar 1h30 em pé fotogrando a SP Classic 10k Samsung e carregando meu equipamento, que deve dar lá seus 6 a 7 quilos de parnafenália.

 

O meu braço esquerdo, o repórter Alaxendre Koda (o direito, por ordem de chegada, é a Donata), já me avisou como um bom filho de médicos que és. Precisa arrumar uma bengala. E disto preciso mesmo.

 

O cronograma é o seguinte: amanhã ressonância para então retornar à Clínica do Dr. Osmar, para então, a depender do diagnóstico, começar a fisioterapia com o Ft David Homsi

 

#FraturaporStress - Dia 9 – Inchaço que ainda não diminuiu, um pouco de dor no peito e arco do pé, medicação conforme prescrita sendo feita.

link deste post | enviar por e-mail | comentários (1) | comentar

Diário de uma lesão


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 21/11/09 às 20:21 na(s) categoria(s) Lesão
São Paulo(xô dor...) - A camiseta azul celeste da mesma cor da Diego Maradona está aqui ao lado. Faz exatamente uma semana que a usei em Angostura. Com a camiseta, desde aquele dia, a fratura por stress no pé esquerdo me acompanha.

 

Ela é a primeira em 15 anos de corrida. Um dia chega. Era para ser e foi e está sendo.

 

Vou me aproveitar dela. Vou contar em pitacos ou seriam tweets, do seu dia a dia...

 

#FraturaporStress - Dia 7 - Inchaço, um pouco de dor no peito do pé, ainda se manca e medicação conforme prescrita sendo feita.

link deste post | enviar por e-mail | comentários (2) | comentar

Harry e Pitta


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 21/11/09 às 15:22 na(s) categoria(s) Anônimos & Famosos, Causos & Casos
São Paulo(luto de um negro...) - Devo confessar: votei nele só para o outro partido não levar. Meu candidato já estava fora da disputa. E eu fui mais um dos que se decepcionaram com sua administração (1997/2000), que respinga problemas até os dias atuais. Pagou – em parte - em terra seus pecados, não só pela odiosa doença, mas acredito, que ser excretado pela opinião pública, estar sob o foco das emissoras sensacionalistas por celebridades em fuga, filhos e Niceias em pé de guerra consigo mesmo não deve ser fácil.

 

Mas o inteligente homem negro Celso Pitta era corredor lá em pelos idos de sua administração. Treinava, pelo que sei, em uma grande assessoria esportiva e o Harry vivenciou o corredor Pitta por duas oportunidades.

 

A primeira foi um non sense total. Imaginem o prefeito da cidade de maior concentração de corredores do hemisfério proibir os corredores de correrem nas trilhas, ou pior, na principal trilha de corridas da cidade? Pois é, foi isso que aconteceu. Até que administração do parque do Ibirapuera voltou atrás. Aqui, vai um parênteses: se minha memória não falha, não foi ele o mentor direto da proibição, entretanto, quando consultado se pôs a favor da obra de Burle Marx.

 

Mas a piada tinha que acontecer. A grande mídia informa. Tem dinheiro voando desses tempos ainda. E sua obra mais visível, ao menos para mim, um paulistano médio que usava carro para ir diariamente ao trabalho foi o grande recapeamento de ruas e avenidas que ele fez. Costumava dizer, o “Pitta fez o melhor recapeamento de São Paulo e iniciou o Fura-Fila.”, bem isso...

 

Com o asfalto tininho lá vinha ele correndo em uma bela manhã de sol na USP, acho que no verão de 1997/98, tempos que não tinha a muvuca atual uspiciava, corredores e ciclistas sim, mas sem stress. Após nosso treino estava eu e Marcelo, rapaz promissor nas corridas, que sumiu do mapa e hoje estaria entrando na era balzaquiana. Pitta aparece correndo. Ele conhecia os grandes treinadores da época. Passa pelo nosso, o Branca, e cumprimenta. Acena para todos, afinal, ele é político. Uns metros à frente e ele ainda está com as mãos levantadas cumprimentando a todos e Marcelo solta:

 

“Cuidado com o buraco!”, máxima de seus tempos, e ele claro, sorrindo e acenando. 
link deste post | enviar por e-mail | comentários (1) | comentar

Networking


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 20/11/09 às 20:49 na(s) categoria(s) Mídia&Marketing
São Paulo - (gravando...) - O Edu Piva, amigo desde os quatro anos de idade e produtor fera que inclusive conhece uma tal de Gisele me avisa. Vai precisar de corredores  para filmar um comercial para uma grande e conceituada marca esportiva.

 

Esqueçam aquelas correntes que estão cansados de receber convocando você até para estrear em Hollywood. Aqui o papo tem data e hora para começar e terminar. E a avaliação é profissional, e assim sorry, indicação não tem como.

 

Mas o esquema é honesto e funciona assim: o candidato deve ir com “roupa de academia”, para nós corredores, “roupas de corridas” e se apresentar para teste na Rua Turiassú 1353, próximo a Av.Sumaré, em São Paulo, SP.

 

Esses testes vão acontecer na próxima terça e quarta-feira das 10h às 12h ou das 14h às 17h.

 

“Para o filme vou aprovar de 5 a 10 corredores entre homens e mulheres (21 aos 40 anos), não importando a etnia. O cachê para os aprovados é de R$ 1000,00 (hum mil reais) pagos 30 dias após as filmagens”, avisa.

 

Agende o teste: (11) 7862-3611

link deste post | enviar por e-mail | comentários (6) | comentar

As estrelas de Ronaldo


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 20/11/09 às 12:56 na(s) categoria(s) Atletas, Causos & Casos
São Paulo – (boas lembranças...) - Fazia tempo que não assistia a esse épico vídeo. Nele nosso mais rápido maratonista, em setembro de 1998 na Maratona de Berlim, quebrara um dos recordes mais duradouros da época: o recorde mundial da maratona que já durava 10 anos.

 

Ronaldo neste dia ia entrar para história: uma por quebrar a marca mundial,  melhorando seu tempo em 45 segundos ao cravar 2:06:05, e ao se tornar, o primeiro homem da história a correr a distância com ritmo médio de sub 3 min/km.

 

Ah sim e provavelmente, o primeiro atleta a quebrar um recorde e dar estrelas na chegada, como se nada tivesse acontecido.

 

link deste post | enviar por e-mail | comentários (4) | comentar

Logotipo novo


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 20/11/09 às 00:11 na(s) categoria(s) Mídia&Marketing

São Paulio - (marca...) - Eis o novo logotipo da Federação Internacional de Atletismo. O que você achou? Eu gostei...

Copyright: Iaaf.org

link deste post | enviar por e-mail | comentários (4) | comentar

A Chegada Harry


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 19/11/09 às 17:24 na(s) categoria(s) Harry & Cia, Mídia&Marketing
São Paulo - (Great Captain...) – Tenho que registrar a simpática homenagem em forma de post que o o Sergio Xavier Filho, Diretor Editorial da Runner´s World Brasil, escreveu para o Harry.

 

Me sinto honrado e gratificado!


Copy: Blog Correria/Abril

link deste post | enviar por e-mail | comentários (2) | comentar

Cinema na K42


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 19/11/09 às 07:40 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon, Vídeos & Fotos
São Paulo - (belo filme...) – Foi bem isso que vivenciei sábado passado e pode ser visto neste espetacular vídeo da K42 Salomon Adventure Marathon. Apareço, já quebrado lá pelo 28 km na Tranquera Fontana aos 7min18, mancando e com uma dor infernal.

 

Quando um dos ponteiros alcança um posto de hidratação com 5min34 à 5min40, é lá, atrás da mesa de hidratação que o médico me atendeu e terminou a corrida para mim.

 

 

link deste post | enviar por e-mail | comentários (4) | comentar

O que o Raio X não pegou do X


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/11/09 às 14:53 na(s) categoria(s) Harry & Cia, Saúde
São Paulo - (Sou o Corredor X e o Raio X não deu...) - O melhor de tudo  foi que o Dr. Mauricio Rafaelli, da Clínica do grande Dr. Osmar de Oliveira, é extremamente bem articulado com suas palavras. Entendi tudinho. Não me falta processamento da informação – isto tenho de sobra – falta o input do som.

 

Mas entendi. Diagnosticado: “fratura por stress”. Vai me dar o que? Dois meses e meio? Recomeço em 1º de fevereiro. Resta o que de 2010? Penso que 11 meses cheios! Está bom, né? Ou não?

 

Mas porque meia hora antes ela (a lesão) “abriu”, se manifestou? A resposta é que a fratura por stress não é visível pelo Raio X, pede a ressonância magnética e ela não escolhe hora para aparecer. Como sou treinado e rodado, a recuperação pode ser menos desgastante.

 

Medicado e exames solicitados vou postar como um louco parado!

link deste post | enviar por e-mail | comentários (9) | comentar

El Organizador


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/11/09 às 09:25 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon, Organização
São Paulo(provas perfeitas...) – Já vi de tudo nestes quinze anos quase que diários que acompanho as corridas de rua em termos de organização. De picareta – acredito que depois que o Lula internacionalizou a expressão nossos hermanos hão de entender -  a organizador de classe mundial.

 

E no dia que conheci o pessoal da K42 em julho deste ano, fiquei impressionado com o tratamento e cuidado organizacional deste pessoal da Patagônia Eventos com suas provas e cheguei a postar no dia e, apostar no sucesso. 

 

Os caras são bons.


Como se diz: Entendem do riscado.

link deste post | enviar por e-mail | comentários (2) | comentar

Harry e o Rei da Montanha


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/11/09 às 08:12 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo, 16/11 às 19h30 – (SP...) – Chegamos eu e José Virginio em São Paulo no voo seguinte do inicialmente programando. Indrig que veio em vôo solo o espera sentada no banco lendo. Lê a Runner’s World Brasil, edição de primeiro aniversário.

 

E nos mostra a reportagem sobre o Desafio Nike 600k. Nela sem de nenhum de nós dois imaginarmos nos conhecermos uma semana antes, estávamos eu e ele na mesma reportagem.

 

Eu pelo glorioso Exercito Brancaleone e José Virginio, terceiro colocado na K42 Salomon Adventure Marathon e por ser conhecido o Rei da Montanha da atualidade, modalidade (corridas de montanha) em que ele é bicampeão brasileiro.

Virgilio: Pódio em Bombinhas e Angostura. Foto:Juan Cruz Rabaglia/Patagônia Eventos

 

link deste post | enviar por e-mail | comentários (3) | comentar

Finisher


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 17/11/09 às 23:14 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Buenos Aires, 16/11 às 11h(si, si, no, no na larga Avenida...) – Chegamos na Av. 9 de Julho no mesmo ponto em que embarcamos. Descemos e todos se cumprimentam uns aos outros. Éramos em mais ou menos 30 pessoas dentro do confortável K42 Bus e a maioria se dispersa.

 

Um dos que converso é com o Secretário de Esportes de Bombinhas que correu e chegou em La Angostura. Falo da bela camiseta de Finisher. E se não me engano para ele digo que me recuso a colocar uma sem ter feito o quesito mínimo para conquistá-la: ser Finisher!

 

O Bonafite Expresso que vende café e não viagens turísticas estava em frente. Entramos  no charmoso local eu, Virginio e Ingrid, os últimos depois de Luciana Assef. Fomos tomar nosso café depois da longa e boa viagem. Sentamos, escolhemos as delicias portenhas acompanhadas de um bom café.

 

Virginia, esposa de Diego Maldonado adentra no Bonafite e me entrega de presente a camiseta de Finisher que ela conquistou.. Ela tem que ser rápida já que precisam partir. Aceito numa reação. Ela sai. Fico sem ação. Segundos depois lembro que estava vestindo uma linda camiseta, de uma de nossas corridas brazucas.

 

Levanto e vou a porta. Não a vejo, nem Maldonado, e não consigo entregar minha reciprocidade.

 

Não posso usar a camiseta, não sou Finisher.

 

Quem sabe no dia 13 de novembro de 2010 ela seja a camiseta usada por de baixo da oficial pela primeira vez.

 

Diego e Virginia: a preta e laranja é linda!

 

Obrigado, ops, Gracias.
link deste post | enviar por e-mail | comentários (0) | comentar

Lindo Lanin


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 17/11/09 às 15:41 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Província de Neuquen, 15/11 às 14h(sonhos realizados...) - Das vezes que fui para o hemisfério norte era outono e jamais vi neve. Era daqueles sonhos de criança. Em Villa la Angostura o sonho foi realizado. Vi neve, toquei nela e o pior a enfrentei nas trilhas da Tranquera Fontana como relatei.

 

Outro sonho distante era ver um vulcão e vi um maravilhoso. Ao regressar no Salomon K42 Bus vejo ao longe uma linda montanha, que diferente das demais que só tinham neve no alto, essa era branca em sua plenitude.

 

Me informaram que a montanha estava localizada em San Martin de los Andes e seu nome era Vulcão Lanin.

 

azimutantes.blogspot.com/licença creative commons

link deste post | enviar por e-mail | comentários (3) | comentar

Miguel Sarkis lança livro


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 17/11/09 às 11:25 na(s) categoria(s) Mídia&Marketing, Técnicos
São Paulo - (esse eu recomendo...) - Se existe um treinador dos bons – e que também foi maratonistas dos bons, ou seja, tipo correr sub 2h30 - que sempre admirei desde meus primeiros passos nas corridas, esse alguém, atende pelo nome de Miguel Sarkis.

E hoje dia 17 Sarkis lança seu segundo livro: “A Construção do Corredor”

 

Acredito que todos que puderem comparecer na noite de autógrafo são bem vindos. Se a dor permitir estarei lá.


link deste post | enviar por e-mail | comentários (2) | comentar

Leitor distante


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 17/11/09 às 01:13 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 15/11 às 10h - (Valeu como uma medalha que não trouxe...) - Sei do carinho que tenho tido por parte dos que me lêem. Depois do meu impedimento em continuar – o que foi justo e os hermanos sem "jeitinho brasileiro" disseram não e ponto. Mas a recompensa vem. O que me marcou no domingo de manhã foi Félix.

 

São 9h45 da manhã na charmosa parada de ônibus (rodoviária?!?) de Villa la Angostura. O Salomon Bus K42 estaciona. Saudações são dadas as pessoas que ficam e as que vão.

 

Mansilla de mansinho está perto. Sorri e a conversa acontece sem scripts. O rapaz que acredito não entrou na casa dos 30 tem a cara andina e que descubro no fim de tudo ser um atleta e treinador lá em Angostura.

 

Marcelo, cujo primeiro nome é Félix e o último Marsilla vai me marcar sem saber. O cara me diz: “Eu leio seu blog.!" Pergunto incrédulo: "você é daqui de Angostura? E me lê daqui?. Responde que sim, e para arrebatar, que gosta das linhas que traço.

 

Poxa, o cara me lê português língua periférica a 4 mil quilômetros de distância e em realidades runnings distintas e me fala isso?

 

Só me resta entregar a câmera a Santiago para eternizar minha gratidão.

 

PS.: A foto não entra agora mas estará aqui

link deste post | enviar por e-mail | comentários (7) | comentar

Os espanhois


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 16/11/09 às 23:52 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo - (Simplicidade é isso aí...) - E vocês estão lembrados que relatei que havia encontrado uns corredores super simpáticos em Cumbica e depois os fotografei no Aeroporto de Ezeiza?

 

Pois descobri quem eram os caras. Simplesmente atendem pelo nome de Martin Fiz, bi-campeão mundial de Maratona e José Antônio de Pablo da Runner´s World da Espanha.

 

Caras gente bonissimas, alguns voltaram também no mesmo vôo que o meu e de Virgílio.


Pablo (esq) e Martin Fiz - Foto: Juan Cruz Rabaglia/Patagônia

link deste post | enviar por e-mail | comentários (1) | comentar

K42 entalada no meu coração


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 15/11/09 às 10:00 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 14/11 10h às 15h30 - (misterio) - Que estranho não consigo entender. Não tive sobrecarga de treino após os 600k e descansei por uma semana para voltar zerado. Certo, competi duas provas no final de semana passado, mas a Ayrton Senna pelo meu ritmo não pode ser encarada como uma competição. E nesta semana só trotei leve.

 

A bem verdade que ao levantar senti uma pontadinha ao lado do osso metatarso do pé esquerdo. Mas nada gritante. Uma pontada não, dor. Às 8h30 o motorista passa em Los Duendes.

 

Nos dirigimos para a largada. O lugar é lindo! A beira do famoso lago que tem ao fundo a Cordilheira dos Andes com seus picos nevados. Faz uns 5ºC com vento gélido e cortante.

 

Entro na fila do guarda volume que os hermanos chamam de "guardarropa". Estava com uma regata e por cima a camiseta oficial. O frio faz eu repensar na vestimenta. Tiro do camel back uma camiseta de manga cumprida e coloco por baixo da oficial. Vou com três, decisão acertada. Entrego minha mochila.

 

Encontro Juan Assef, um dos organizadores do evento, nos comprimentamos. Apesar de conhecê-lo apenas alguns meses, parece que nos falamos a muito tempo. Dou os parabéns por tudo que já vi e nos despedimos.  

 

Começo a trotar para me aquecer. Sinto algo no pé. A memória me remete a pontada que senti logo ao acordar. Penso que isso seja o frio e falta de aquecimento. Dou uma volta pelo gramado. Na segunda volta um corredor esbarra em mim. Penso que isso é normal e nem olho para ele. Mais alguns passos e um novo esbarrão lateral, agora era demais. Olho pra ele e a touca e boné não fazem eu reconhecê-lo no exato momento! Mas vem um sorriso que eu conheço a muito tempo. O sorriso de um dos caras mais importantes da história das corridas de rua do Brasil, que estava sendo espirituoso e brincando comigo, seu nome: Tomaz Lourenço, editor da revista Contra Relógio.

 

Nos abraçamos e ele me chama para fotos com mais alguns brasileiros que foram via XTravel, cujo dono, o Marcelo Coltro, também estava lá. Tiramos as fotos e agora faltam uns 15 minutos para a largada.

 

Mais algumas voltas no gramado e a luz amarela acende. Que raios de dor é essa que estava se manifestando no peito do pé. Me posiciono no curral a uns 10 metros do pórtico. Muito bacana o que a Patagônia Eventos faz. O cronômetro da largada entra em contagem regressiva de uns 5 minutos e ao chegar nos 10 até 1 segundo todos vão acompanhando e repetindo o número.

 

Os 1.600  candidatos a fazerem o K42 largam. Começamos com subida e trânsito de atletas intenso de cerca de dois quilômetros. Depois começa uma sequência de subidas e descidas leves.

 

Nos primeiros 5 km sinto que vou ter problemas na prova. Cada vez que meu pé esquerdo toca o chão é como se recebesse uma martelada nele. E doi.

 

Chegamos no km 10 e eu passo com 55 minutos. Lá uma enorme torcida se posiciona. É que nesta hora saímos pela primeira vez da estrada de cascalhos e pegamos por uns 800 metros o acostamento de uma estrada, para retornarmos para a terra logo a seguir.

 

Agora começava um pouco do meu calvário. Entramos em uma subida em trilhas que tem cerca de um metro de largura sempre contemplando uma vala no meio e às vezes ao lado. Ao subir tudo “tranqüilo”, o grande problema estava na descida. Uma porque a dor nesta posição ficava mais forte e outra é que vinham corredores literalmente te atropelando. Como não poderia forçar para ir mais rápido, ficava perigoso de tomar um atropelo. Nesta hora percebo como há vários e várias sem noção, pois me passavam na descida como loucos e no plano eu encostava neles. Quer dizer as chances de um deles tomar um capote na descida eram enormes.

 

Nestas trilhas que percorremos por quilômetros dentro de bosques era um freqüente sobe e desce. Logo vem o famoso Arroyo Pedritas, aquele riacho que temos que atravessar. Será que temos mesmo? Olho a esquerda e um big tronco de árvore serve de pinguela. Ou seja: muitos atravessavam o riacho apenas para fazer pose para os fotógrafos. Estamos ainda no quilômetro 15 (mais ou menos) e como eu queria sofrer o menos possível e não fazer pose para fotografia “tipo superação” fui via pinguela. E continuava o sobe e desce, desce e sobe.

 

Saímos do bosque de árvores enormes, daquelas que são necessárias umas três pessoas para abraçá-la. Vejo uma UTI móvel lá pelo km 19, pergunto se ele tem um analgésico. O para-médico responde que não e só mais à frente. Cada passada é um uma dor infernal.

 

Lembro de ter dito para minha mãe que iria pagar todos os meus pecados nesta corrida, pois maratonas, por mais treinado que esteja, não deixa de ser uma auto flagelação.

 

Dito e feito. Mas o pior é que eu estava com fôlego, sem dores musculares, câimbras etc, ou seja estava perfeito, não fosse a lesão misteriosa.

 

Na grande reta em cascalho vejo a bifurcação (20Km) dos que farão o revezamento (2x21km) e daqueles que fazem a maratona. Neste local há uma grande quantidade de público incentivando. Os 21 km vão reto e eu dobro a esquerda em subida. Mais uns 500 metros um posto de abastecimento oferecendo gel. Pego um, tomo com água, e penso em fazer uma massagem.

 

Paro num tronco e tiro o tênis e a meia. Fricciono levemente o local e ao invés de melhorar piora. Vi que não adiantaria a massagem. Eu clamava por um analgésico. Cheguei a pedir para alguns corredores mas ninguém tinha.

 

Bato o 21k (mais ou menos, pois eu não vi em momento algum placas que não fossem do 10k e 25k) em 2h30 minutos. A reta do quilômetro anterior foi à última. A partir de agora só subidas.

 

Os primeiros dois quilômetros em estrada de terra e castalho. Os líderes já vem descendo. Passa o primeiro, tenho o cuidado de marcar em que hora eu cruzo com ele, pois o nosso José Virgilio estava na parada. Passa o segundo. E um minuto depois vem Virgilio. Ele me olha como quisesse saber de alguma coisa. Grito: você está em terceiro a 5 minutos do líder. Ao escutar a diferença ele arranca e imprime mais velocidade.

 

Saímos da estrada, agora assim, a coisa ia engrossar. O cenário era de trilhas com a terra preta vulcânica solta. A inclinação por várias vezes fazia com que literalmente tivéssemos que nos agachar para poder subir.

 

Andávamos em filas indianas. Quando eu via que estava bem mais lento que os demais. Eu abria caminho para me passarem para então me posicionar em último da fila, assim, não atrapalhava e me ajudava.

 

Avisto a placa do 25K e nela um para-médico. Explico que estou com muita dor. Ele tira meu tênis e diz que vai precisar enfaixar. Enfaixa e sigo em frente, agora na Tranquera Fontana. Ao invés de melhorar a faixa faz eu ter mais dor.

 

A neve cobre vários pontos da trilha o que dificulta mais, pois ao ir derretendo e misturada com a areia vulcânica  formava uma pasta preta que vinha escorrendo pela trilha.

 

Dou algumas paradas para me recompor e o staff me indica o final da piromba. Saímos da trilha e pegamos uma estrada perpendicular à montanha e de frente para a bela estação de esqui. Faltam 2km nesta estrada para a estação. Meus únicos pensamentos eram o analgésico e formas de controlar a dor.

 

Pensava ainda que faltavam 12 km e o mais difícil eu tinha vencido, mas o pior, não era o dificílimo percurso (Bombinhas é mais difícil) mas o meu pé.

 

Chego no platô com várias construções usadas pelos esquiadores. A vista mais espetacular que já vi em minha vida e enxergo a descida. Pronto. Agora seria somente para baixo.

 

Pergunto pelo médico e me indicam uma cabana. A desistência não passava pela minha cabeça. Eu tinha prometido a mim mesmo que mesmo andando eu completaria. Adentro na cabana e o médico trata de uma moça deitada na maca.

 

Explico o caso e começo a sentir frio. Segundo o termômetro estávamos com 5ºC mas sensação térmica era de 0ºC. A assistente médica pede para me fazerem um chá e ligar um aquecedor a carvão. Começo a tremer. Nisto me fornecem uma manta térmica e uma jaqueta.

 

O médico me chama, manda deitar na maca e me examina. Começa a falar em espanhol e pelos parcos conhecimentos da língua de Cervantes, entendo ele dizer que eu não poderia continuar na competição. Explica-me que havia suspeita de fratura no metatarso e que na descida essa parte do pé seria muito solicitada.

 

Ainda pergunto se ele não pode me liberar para eu continuar. Ele é taxativo: não! Vem uma lágrima e na sequência um choro compulsivo de alguns minutos como a muitos anos não me acontecia.

 

Choro como uma criança, o médico me afaga e diz que será melhor assim. Faz um novo curativo e manda chamar o transporte para mim. Agora não consigo mais apoiar o pé no chão. O resgate de um rapaz que eu agradeço aqui publicamente por sua dedicação chega. Saímos da cabana e pergunto até onde vamos. Ele me aponta um local à frente. Penso porque o carro não veio até a cabana, mas não pergunto nada. Ele num gesto que mostra amor a sua profissão de socorrista ao ver da  minha dificuldade de andar, me coloca em suas costas e me carrega por longos 200 metros.

 

Chegamos ao  ponto que ele me mostrou. É então que a ficha cai. Lá em cima é impossível ir de carro. Iríamos descer pelo teleférico usado pelos esquiadores por cerca de 1 km em linha reta.

 

Sentamos eu e ele no teleférico e iniciamos a descida. O frio agora pegava muito forte. Eu tinha desaquecido e estava  somente de calção cobrindo as pernas. As pontas dos dedos formigam. Logo vem a imagem dos montanhistas mortos. Passei a admirar ainda mais esses esportistas e a respeitar a natureza. Nós humanos não somos nada perto dela.

 

Se antes estava triste, agora a raiva juntou ao que eu estava vendo. Enquanto o teleférico fazia a linha reta ele passava pelo caminho em zig zag que os corredores estavam fazendo. Ou seja a descida que eu temia como sendo uma reta por trilhas ingrimes era uma suave serpente na qual sobrevoei várias vezes.

 

Avisto a uns 200 metros de distância um fotógrafo e peço para o socorrista gritar para ele. Aquela foto para mim seria imperdível. O clique feito e tomará que a encontre.

 

A ambulância me aguardava lá em baixo, nela, uma moça que não estava legal e que respirava no balão de oxigênio. Vamos os dois para o hospital.

 

Serviço rápido e atencioso. Raio X é feito e a suspeita de fratura não é confirmada. O que há é um estiramento bem forte. Recebo alta e vou de táxi até Los Duendes. Sinto sono e vou dormir.

 

A K42 ficou não entalada na garganta, mas em meu coração! No ano que vem quero retornar e dar o meu melhor, assim como dei neste ano.

link deste post | enviar por e-mail | comentários (23) | comentar
< Anterior | Próxima >
Seu nome: Seu e-mail: [fechar]

Comentário:

(Você ainda pode digitar 600 caracteres.)

Antes de iniciar a prática esportiva consulte um médico para realizar exames que qualifiquem o seu estado de saúde para tal.
Copyright© 2002-2009 Webventure Ltda. Proibída a cópia ou reproducão do conteúdo sem autorização prévia.